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Encerramento do III EPD contou com participação de professores africanos

Convidados integraram mesa-redonda “Lei 10639/03 e afroetnias no contexto da educação tecnológica”.

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 28/09/2015 às 11:26
  • Última modificação 28/09/2015 às 11:28
Debate ocorreu na noite de sexta-feira, 25.
Debate ocorreu na noite de sexta-feira, 25.
Crédito: Comunicação social do Campus.

Durante três dias, atividades do III Encontro de Práticas Docentes da Licenciatura em Computação: estágio supervisionado e Pibid mudaram rotina no IFTM Campus Uberlândia Centro. Organizado por estudantes e professores do curso de Licenciatura em Computação, evento foi realizado de 23 a 25 de setembro.

 

Com tema “Currículo e mercado de trabalho”, foram promovidas palestras, oficinas, mesas-redondas, apresentações de trabalhos e ainda atividades artísticas. Todas ações contaram que participação de estudantes e servidores do IFTM, assim como representantes da comunidade externa local.

 

Encerramento

 

Mesa-redonda de encerramento do III EPD teve presença de dois convidados de Moçambique (país do sudeste africano), professores Elisio Machikane Tivane e José Marra. Juntamente ao professor Marival Baldoíno, diretor de uma escola estadual em Uberlândia, falaram sobre “Lei 10639/03 e afroetnias no contexto da educação tecnológica”, com mediação de Dickson Duarte, professor do IFTM Campus Uberlândia Centro.

 

“Tomei conhecimento da Lei ao chegar ao Brasil para fazer doutorado na UFU. Mas precisamos de material plausível para aplicação da Lei no ensino, no meu caso, na matemática. Quando se fala em cultura africana, pessoas pensam em música e modo de vestir. Mas como podemos trabalhar cultura africana em disciplinas como matemática, biologia, por exemplo?”, apontou Tivane.

 

Marra também destacou detalhes para aplicação da Lei nas escolas públicas brasileiras. “Existe uma Lei. Mas quem supervisiona esta Lei? Com que olho? É preciso pensar nisto para que não se chegue ao extremismo da vitimização, porque no Brasil, negro tem metáfora de pobre. Qual espaço do negro na profissionalização? Como fazer que aluno negro reconheça escola como espaço dele? Sozinha Lei não anda, é preciso ter disposição para conectividade”, enfatizou professor.

 

“Formação das escolas públicas no Brasil foi de forma excludente. Elas foram feitas para filhos de famílias brancas, assim como melhores cursos das universidades. Muitos de nossos irmãos e irmãs negras fora da escola ainda. Podemos observar uma mudança nos últimos anos. São situações paliativas e reparativas, mas já vemos mais alunos negros nas escolas públicas. Temos ainda questão de muitos não se verem como negros”, apontou Baldoíno.

 

Debate ocorreu na noite de sexta-feira, 25, com presença de estudantes e servidores do Campus.

 

 

Acesse aqui galeria de fotos.

 

Jornalista Rosiane Magalhães

jornalismo.udicentro@iftm.edu.br

 



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