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Roda de conversa será oportunidade para saber mais sobre intercâmbio

Atividade contará com participação de intercambistas e ex-intercambistas do IFTM.

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 29/09/2015 às 09:50
  • Última modificação 29/09/2015 às 09:52
Roda de conversa será nesta quarta-feira (30).
Roda de conversa será nesta quarta-feira (30).
Crédito: Coordenação de Relações Internacionais.

Amanhã, 30 de setembro, será realizada roda de conversa com intercambistas e ex-intercambistas do IFTM, a partir das 19h, no auditório do IFTM Campus Uberlândia Centro, com participação dos estudantes do Campus que fizeram intercâmbio por meio do programa Ciência sem Fronteiras - CSF.

 

De acordo com coordenadora de Relações Internacionais do IFTM, professora Juliana Vilela, esta é uma oportunidade para estudantes conheceram como funciona o programa pela visão dos próprios intercambistas.

 

Atividade é aberta para todos estudantes. Enquanto isso, conheça um pouco da experiência de Lucas Martins, estudante do IFTM Campus Uberlândia Centro que fez intercâmbio na Mississippi State University, nos Estados Unidos.

 

Como foi a seleção para o programa Ciência Sem Fronteiras? O que foi o mais difícil para você?

 

A seleção não é um processo simples, para participar do programa CSF é necessário ficar atento aos prazos e documentação necessária. Como estava bem focado no programa, diariamente conferia o site do Ciência Sem Fronteiras e regularmente olhava o edital para conferir as datas de envio de cada documento. Uma das etapas mais difíceis – e decisiva – foi o teste de proficiência em Inglês (TOEFL ITP).

 

Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas para participar da seleção do CsF?

 

A etapa mais difícil do processo no meu caso foi o teste de proficiência em Inglês. Após atingir a nota necessária e ser selecionado, outras etapas são trabalhosas também, como escrever algumas redações em Inglês do motivo pelo qual querer ir ao EUA, qual seu interesse de estudo, as Universidades que deseja estudar e o motivo, solicitar cartas de recomendação de professores, entre outros.

 

Como foi o processo do visto?

 

O processo foi bem tranquilo. Primeiramente tive que fazer um cadastro no site do governo dos EUA e agendar minha entrevista. Todo este processo é explicado em um passo-a-passo que é enviado ao aluno. Além disso, tive ajuda de vários alunos de editais anteriores em grupos do Facebook. A entrevista em si foi bem simples, embora houve algumas filas, a aprovação do visto foi imediata. O entrevistador (Americano) apenas fez três perguntas: para qual universidade estava indo, se sabia falar inglês e qual meu curso. Após isto, em uma semana chegou meu passaporte com o visto.

 

Qual estratégia você utilizou para estudar Inglês? Conte-nos um pouco.

 

Como disse anteriormente, uma das etapas mais difíceis do processo para mim foi o teste de proficiência em Língua Inglesa, pois meu nível de inglês era muito básico. Descobri que sabia pouquíssimo Inglês quando tentei o edital Nº 143 do CSF em 2013 para os EUA. A nota mínima do TOEFL ITP no edital foi 437, o que equivale ao nível Básico-Intermediário, no entanto minha nota foi 393 e não fui selecionado. Diante disto, coloquei como meta passar no próximo edital (2014) e tracei como meta estudar Inglês por 11 meses e aprender o suficiente para passar no TOEFL.

 

Estas são algumas das estratégias que utilizei para estudar Inglês:

 

  • Pesquisei muito tempo por cursos gratuitos online. Encontrei diversos canais no YouTube, sites, aplicativos, jogos educativos, prática de conversação que me auxiliaram muito no meu aprendizado. Existe uma enorme quantidade de materiais gratuito online.

  • Em posse de todo esse material, criei uma agenda de estudos em uma planilha e coloquei como objetivo estudar ao menos duas horas por dia, todos os dias. (alguns dias, como finais de semana, não estudava duas horas, mas procurava sempre ter algum contato com Inglês).

  • Concomitante ao meu estudo individual, também iniciei o curso presencial de inglês oferecido pelo Centro de Idiomas do IFTM Campus Uberlândia Centro, bem como um outro particular para me auxiliar na conversação.

  • Após 4 meses de estudos, no qual já conseguia compreender algumas expressões, comecei a praticar a escuta de Inglês: podcasts, músicas, séries, desenhos, noticiários, conversações, filmes, são ótimas fontes para ouvir. Muitas vezes não compreendia o que estava sendo falado, mas estava começando a treinar meus ouvidos a acostumar com o idioma.

  • Em torno de uns 3 meses antes do TOEFL, adquiri um livro sobre o exame, e realizei uma série de simulados.

 

De todas estas estratégias o que o mais aconselho a alunos que queiram aprender Inglês é praticar com prioridade o Listening (escuta). Isto foi o que mais me auxiliou em todo este processo.

 

Quantas vezes você realizou o teste TOEFL ITP? O que você aprendeu?

 

Realizei o exame três vezes. Aprendi que não se pode desistir na primeira tentativa, cada tentativa deve servir como motivação para a próxima. Se eu tivesse desistido na primeira tentativa (no qual tirei uma péssima nota) não teria ido para os Estados Unidos. Uma dica muito importante para quem for realizar o teste e fazer simulados. O teste tem o tempo bem limitado e acostumar com este prazo faz um grande diferencial na hora do exame.

 

Como foi o primeiro contato com o Inglês nos EUA?

 

Acredito que o primeiro contato nos EUA é difícil para qualquer pessoa que aprende Inglês no Brasil ou qualquer outro país que não tenha ele como língua nativa. Tive (e ainda tenho às vezes) uma considerável dificuldade de compreender o que as pessoas estavam falando, pelo fato de falarem rápido e geralmente com gírias. Mas com o decorrer do tempo a compreensão foi melhorando, já é possível manter um certo diálogo com um nativo e entender a fala dos professores na Universidade.

 

Você recomenda aos colegas participar do Ciência Sem Fronteiras? Por quê?

Absolutamente sim. No meu caso, abri mão de muitas coisas para participar do Ciência Sem Fronteiras. Exonerei de um cargo público, prorroguei minha formatura que seria em 2014 para 2016, deixei amigos e família no Brasil. No entanto, não arrependo de ter feito isto. Participar de um intercâmbio como que vivenciei é uma oportunidade única para adquirir fluência no Inglês, aprender novas culturas e ampliar os contatos sociais, aprender a ser tolerante as diferenças e ter uma mente aberta para mudanças. Além disso, a cada dia foi um novo conhecimento de vida, conhecer novas culinárias, pessoas, costumes, comportamentos, contribui ainda mais para o desenvolvimento como pessoa. Acredito que tudo isto tenha um resultado importantíssimo na vida acadêmica, pessoal e profissional.


 

Jornalista Rosiane Magalhães

jornalismo.udicentro@iftm.edu.br

 

 

 



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