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Diretor geral participa pela primeira vez da Reditec

Confira resumo das principais discussões realizadas em Vitória.

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 03/10/2016 às 11:52
  • Última modificação 03/10/2016 às 11:56
Este ano, evento foi organizado pelo IFES.
Este ano, evento foi organizado pelo IFES.
Crédito: Arquivo pessoal.

De 22 a 26 de setembro, diretor geral do Campus, Gustavo Prado Oliveira, participou pela primeira vez da Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica – Reditec 2016 e Conferência WFCP 2016 realizadas em Vitória, no Espírito Santo.

 

Na ocasião, diretor assistiu apresentações de educadores e pesquisadores internacionais; participou de apresentações do Conif e dos demais Institutos Federais, entre outras atividades.

 

A reunião da Reditec originou também a “Carta de Vitória” na qual reitores, pró-reitores e diretores gerais posicionaram-se ante os últimos fatos inerentes ao cenário educacional brasileiro, em especial a educação pública e gratuita, os quais, adiante assinalados, enfraquecem os fundamentos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A Carta está publicada, na íntegra, nos sites do IFTM.

 

Confira abaixo o resumo, elaborado por Gustavo, sobre as principais atividades e discussões realizadas em Vitória.

 

Dia 22: Chegada em Vitória e visita aos campi do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes.

 

Dia 23: Visitação aos stands de parceiros do evento, tais como Nova Didacta, Editora Érica, Bicateca, Fortline. Foram feitos contatos para possibilidades de aquisição de mobiliário para biblioteca e para alguns laboratórios, que estão sendo planejados caso recebamos recursos para investimento.

No período vespertino aconteceu a solenidade de abertura do evento, onde participaram reitores, pró-reitores, diretores de IFs e também o residente e membros do Conif e representante do MEC. Após a cerimônia de abertura houve a palestra do pesquisador britânico Robert Cowen. O especialista falou sobre educação vocacional, o surgimento dessa modalidade de ensino na Europa industrial e os rumos que as escolas vêm adotando no mundo globalizado. Outros exemplos de importação de modelos educacionais, segundo o pesquisador britânico, foram a instituição do doutorado alemão nas universidades dos Estados Unidos e a do ensino universitário americano no Brasil. De acordo com o pesquisador, a educação se torna vítima quando é vista como um meio de se obter vantagem competitiva no mercado. O reitor do IFSP, Eduardo Antonio Modena, considerou a fala de Cowen bem atualizada ao momento político brasileiro, especialmente quando o britânico criticou a possibilidade de serem eliminadas do currículo matérias como filosofia e sociologia. Modena ainda ressaltou a relevância do resgate histórico de modelos educacionais levantado por Cowen, possibilitando a visão mais clara da real agenda de intenções embutida em propostas de reformas na educação.

 

Dia 24: As atividades do dia iniciaram-se com a palestra do sociólogo italiano Domenico De Masi que se dedica ao ensino universitário, ao treinamento e à pesquisa sócio-organizacional. Domenico destacou a importância da formação Humanística para o futuro da sociedade, o que vem de encontro com a fala de Robert Cowen. O italiano defende que a formação humanística pode mudar a maneira como o neoliberalismo direciona a exploração dos recursos naturais. Da mesma forma, uma nova relação com o trabalho e com o estudo tem potencial para reduzir o desemprego e incentivar o desenvolvimento social. É o que ele chama de ócio criativo. A par da atual situação política do Brasil, Domenico De Masi criticou a exclusão das disciplinas de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física do currículo obrigatório do Ensino Médio. “É uma loucura total, pois educar é enriquecer a dimensão estética e filosófica das coisas. Devemos ser os pioneiros da formação humanística; destruir isso é assassinar a civilização. Precisamos ter cuidado com as políticas perigosas que estão ameaçando o desenvolvimento intelectual nos países latino-americanos”.

 

Dia 25: No período matutino aconteceu uma mesa-redonda debatendo as perspectivas para a educação profissional do século XXI Com a proposta de responder à pergunta “Qual o melhor modelo de educação profissional para nossos descendentes?”, quatro conferencistas da Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e Itália refletiram sobre o papel que a educação profissional e tecnológica deve assumir na sociedade, relatando experiências de integração entre educação e mercado de trabalho.

No período vespertino dez IFs relataram o desenvolvimento e o resultado das suas experiências exitosas, reforçando que a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica tem a capacidade de impactar nas comunidades e transformar vidas.

 

Dia 26: Na manhã deste dia, foi apresentado o planejamento estratégico do Conif. Tal planejamento visa que o Conif possa elaborar políticas para os futuros dos IFs de forma a garantir as suas consolidações. Este planejamento foi destacado pelo consultor alemão Peter Dostler, da School of International Business and Entrepreneurship. O ponto vital deste planejamento, segundo o consultor, é a organização sistemática e a transparência de dados da atuação dos Institutos Federais para a garantia da manutenção de seu protagonismo na área de Educação Profissional e Tecnológica do país. “Neste momento de turbulência política, a Rede Federal precisa de indicadores fortes e metas claras, pois, independentemente de quem assuma o país, a Rede Federal precisa mostrar qual seu impacto na sociedade.”

No período vespertino foram feitas reuniões com as regionais da Reditec e, em participação na regional Sudeste foram destacados pontos como: Institucionalização do ensino a Distância e como converter o modelo atual para um modelo que tenha maior equivalência ao modelo de ensino presencial, além de validação das cargas horárias e pontuação na RAD. Na internacionalização destacou-se a importância das parcerias com países da América Latina, trabalho este já iniciado no IFTM. Dada a atual conjuntura econômica destacou-se também a necessidade de ganhar visibilidade junta a comunidade na região dos campi, com pequenos projetos e da necessidade de captação de recursos com parceiros externos. Além destes assuntos, discutiram-se a importância das ações da extensão, e da mobilização para destacar a importância do Ensino na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

 

Dia 27: Neste dia aconteceram Reuniões de Fóruns / Conif. Não houve a participação dos diretores. Retorno para Uberlândia.

 

 

Para outras informações, acesse site da Reditec 2016.

 

 

Jornalista Rosiane Magalhães

jornalismo.udicentro@iftm.edu.br



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