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Alunos do curso de Ciências Biológicas participam de aula de campo na Serra do Japi

A Serra do Japi possui uma das maiores áreas de vegetação contínua preservada do interior paulista

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 06/10/2016 às 13:23
  • Última modificação 06/10/2016 às 13:25
Alunos e professor do IFTM, juntamente com monitor da Base de Estudos de Ecologia e Educação Ambiental da Serra do Japi, prestes a sair para a primeira aula de campo, logo após a chegada
Alunos e professor do IFTM, juntamente com monitor da Base de Estudos de Ecologia e Educação Ambiental da Serra do Japi, prestes a sair para a primeira aula de campo, logo após a chegada
Crédito: Alessandro Palmieri Bertolino

Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, 17 alunos do 8º  período do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas participara de aula de campo na Serra do Japi, situada em Jundiaí/SP.

O grupo que saiu de Uberaba na manhã de 30 de setembro realizou aulas práticas de campo no período da tarde desse mesmo dia. No dia seguinte, 1º de outubro, passou todo o dia no campo, realizando observações e coletas de dados. Durante o período da manhã do dia 02 de outubro, o foram coletados dados sobre diversidade vegetal em três diferentes áreas.

A Serra do Japi possui uma das maiores áreas de vegetação contínua preservada do interior paulista. Parte relevante da Serra é encontrada no município de Jundiaí, onde está localizada a Base de Estudos de Ecologia e Educação Ambiental, local que abrigou os alunos da Licenciatura em Ciências Biológicas.

A reserva, que possui uma das maiores áreas de mata contínua preservadas no estado de São Paulo, apresenta elementos de Mata Atlântica de interior e ecótonos com Cerrado e mata de altitude.

Deste modo, os alunos conheceram as três principais fitofisionomias presentes: Mata Mesófila Semidecídua, Mata Mesófila de Altitude e Lajedos Rochosos e sua relação com as características ambientais.

Além disso, os estudantes encontraram diversos organismos e observaram os aspectos de sua ecologia e evolução. Também desenvolveram miniprojetos que possibilitou o aprendizado da coleta de dados no campo e a sua utilização para compreensão de determinados fenômenos.

Encontraram diversos organismos interessantes e observaram aspectos de sua ecologia e evolução. Desenvolveram alguns miniprojetos aprendendo a coletar dados no campo e a utilizá-los na compreensão de fenômenos naturais. Foram três dias de convívio e aprendizado que contribuirão para a formação profissional e pessoal de todos os participantes.

As aulas de campo na Serra do Japi são a atividade principal da unidade curricular “Ensino de Biologia de Campo II”, componente da matriz do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, cujo responsável é o professor Sérgio Hayato Seike.

Hayato ministrou aulas práticas de campo na Serra do Japi. As atividades também tiveram a participação do biólogo Ronaldo Pereira, monitor da Base da Serra do Japi.

Segundo Seike, as aulas de campo são atividades interdisciplinares nos quais vivenciam na prática diversos assuntos  vistos em sala de aula e em diferente unidades curriculares, contribuindo para o aprendizado integrado.

Ainda segundo o professor, “aula de campo é de grande importância para a formação do estudante da área biológica por ilustrar, complementar e integrar assuntos vistos em sala de aula. É uma atividade única que estimula o aprendizado e contribui para a interação e convívio entre colegas e amigos. É uma experiência que, estou certo, permanecerá na memória de todos por muito tempo e, talvez, por toda a vida”.

Para a estudante, Marina Neves Ferreira Silva, do 8º período do curso, “ter uma disciplina em que podemos colocar todos os conhecimentos aprendidos ao longo do curso em prática é muito importante, pois, temos a oportunidade de desenvolver projetos e vivenciar na prática sua execução. E, viajar para a Serra do Japi contribuiu bastante para minha formação, conheci biomas que não encontramos na nossa região, espécies de plantas e animais diversos, executamos projetos de cunho científico ao longo da caminhada e, além de tudo, aprendemos e vivenciamos várias situações que não seria possível dentro de sala de aula, como escutar vocalizações de vários anuros à noite em um lago disputando território ou atraindo parceiros para reprodução”.

“A aula realizada na Serra do Japifoi de grande valia para a formação de nós graduandos do curso de Biologia, tanto para área da pesquisa quando para educação. O ambiente diferente da nossa realidade, cerrado, que vimos em Biologia de Campo I, proporciona uma grande visão da Biodiversidade, com características endêmicas da Mata Atlântica”, disse Leonardo Ceccai Lages



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