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Longa-metragem produzido por professor do IFTM é premiado em Festival Internacional

#ninfabebe foi o único representante da América Latina

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 24/01/2017 às 10:23
  • Última modificação 24/01/2017 às 15:40
O longa foi premiado em três categorias
O longa foi premiado em três categorias
Crédito: Divulgação

O longa-metragem filme #ninfabebe (#babynymph), de autoria do professor de artes do IFTM Campus Uberaba Aldo Luís Pedrosa da Silva, foi premiado durante o Festival Best Film Awards IFF que aconteceu entre os dias 13 a 15 de janeiro na cidade de Cluj Napoca na Romênia.

O filme foi premiado em 1º lugar na categoria “melhor edição”; em segundo lugar “melhor filme de estudante”, pois, participava como desdobramento do trabalho de doutorado do diretor Aldo Pedrosa em Artes Visuais da Unicamp e, em 3º lugar como “melhor direção”.

Produzido integralmente na cidade de Uberaba, #ninfabebe, foi o único representante latino americano e disputou premiações com produções do Paquistão; Reino Unido; Alemanha; Rússia; Estados Unidos; Itália e Sérvia.

#ninfabebe conta a estória de duas adolescentes que decidem passar um final de semana sozinhas em casa, na ausência de seus pais. Utilizando um aplicativo de telefone celular que mescla a gravação de imagens captadas ao vivo com a interação com outros apps, ambas registram todos os momentos desta festa particular, regada à música alta, bebidas e chats na internet. No decorrer da primeira noite um estranho junta-se a elas e a partir deste momento as coisas ficam terrivelmente complicadas.

Esta foi a primeira premiação do longa.

Conversamos com Pedrosa sobre a premiação, leia o relato do professor.

 

Entrevista

IFTM Campus Uberaba - Como foi o processo de produção do #ninfabebe?

Aldo - O longa foi aprovado em primeiro lugar na primeira edição do Edital do Fundo Municipal de Cultura promovido pela Fundação Cultural de Uberaba. O resultado do edital foi publicado em julho de 2015. Deste então começamos sua produção que transcorreu até meados de novembro, quando finalizamos as gravações. Após isto, entramos na fase de edição que durou até o lançamento do primeiro corte do filme em maio de 2016 , sendo que continuamos reeditando o filme até o final do mesmo ano, sempre atualizando e realizando correções.

A produção foi árdua, pois, o financiamento não foi suficiente para cobrir 100% das necessidades humanas e técnicas, pois, a produção de um longa-metragem é complexa e exige muitos gastos. Por conta disso, precisamos arcar com vários gastos (com investimentos pessoais) e recorremos à ajuda de vários parceiros que nos auxiliaram em diversos setores da produção, principalmente no fornecimento de alimentação para os dias de gravação.

 É importante ressaltar que muitas pessoas da equipe trabalharam como voluntárias e, aquelas que não foram voluntárias, receberam cachês muito pequenos (quase simbólicos). Ou seja, todos participaram porque acreditam no projeto e, também (é claro), por amor à sétima arte.

 

IFTM Campus Uberaba – Como surgiu a ideia do filme?

Aldo - Eu pesquiso os temas voyeurismo, exibicionismo e vigilância em face à realidade tecnológica desde o ano de 2010, quando ingressei no Mestrado em Artes na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Desde então, produzi uma série de vídeos experimentais sobre estas questões e, então, surgiu a ideia sobre um filme em longa-metragem, no formato cinematográfico, que também abordasse essa temática tão recorrente e digna de tratamento crítico na contemporaneidade.

Atualmente realizo Doutorado em Artes Visuais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e dou continuidade ao estudo destes temas na minha pesquisa. Inclusive, o filme #ninfabebê é uma das produções artísticas da minha produção autoral decorrente do levantamento teórico que analisarei na minha tese.

IFTM Campus Uberaba – Conte-nos sobre a primeira premiação do filme, ainda mais em Festival Internacional

Aldo - Estávamos concorrendo com filmes dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Rússia, Itália, Paquistão e Sérvia e, éramos os únicos representantes latino-americanos.

O prêmio foi uma grande alegria para toda a equipe do filme, pois, ele pode ser um divisor de águas que abrirá as portas para conseguirmos outras conquistas, pois, o mundo do cinema profissional é muito amplo e complexo e, ter realizado um filme no interior do Brasil e ainda tendo conseguido um prêmio internacional é uma grande realização nesse início de caminhada do #ninfabebê.

IFTM Campus Uberaba – Quais são os próximos planos?

Aldo - Espero investir um bom tempo no #ninfabebê para enviá-lo a todos os festivais possíveis e tentar distribuição comercial. Neste sentido, informo que estamos iniciando uma nova fase no planejamento da distribuição e marketing do filme.

Com isso, se houverem novos parceiros que queiram contribuir com o #ninfabebê ficaremos muito felizes em tê-los conosco. Para que o filme tenha sucesso em outros festivais e seja distribuído nacional ou internacionalmente, precisaremos de toda a ajuda possível. Qualquer interesse, favor entrar em contato. E, concomitante à distribuição do filme,  realizarei alguns trabalhos mais simples em videoarte e arte digital que também abordarão o mesmo tema do filme.



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