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Estudante do IFTM - Campus Paracatu, curso Técnico Integrado em Comércio, que tirou nota máxima na redação da UnB fala de dicas para ir bem no vestibular

Renata Cruvinel, que quer cursar Medicina, tem passado por treino intensivo de leitura-escrita há alguns anos.

  • Por IFTM Campus Paracatu
  • Publicado em 15/02/2017 às 10:46
  • Última modificação 15/02/2017 às 11:37

Qual é o segredo para tirar nota 10.000 na redação do Pas/UnB? Esta “fórmula” a estudante Renata Cruvinel, com certeza, domina: ela foi uma dos 7 candidatos, entre os 17.000 inscritos no Pas, a tirar nota máxima no exame de 2016. Mas não para por aí: ela também obteve nota próxima a 1000 pontos no último ENEM 2016.

A aluna Renata diz que sempre teve habilidade em produções de redação, mas nos lembra de que só isso não basta para um bom resultado no vestibular. Ela passou por momentos de treinamento intensivo de estudos, em especial, no último ano de ensino integrado no IFTM, curso: Comércio. “Fazia redações frequentemente e sempre participava das aulas de redação, onde podia compreender o que tinha acertado e o que estava errando em textos”, diz.

Eis, segundo Renata, dicas (três) para uma boa nota em redações de vestibular:


1ª) Treine intensamente. Faça uma redação por semana, se possível. Vá às aulas/ monitorias da sua escola e leve para correção os textos que fizer. Se não houver professores por perto, solicite algum colega ou parente que leia seu texto de forma crítica;
2ª) Estude teorias, faça relações entre disciplinas de sorte a praticar o efeito intertextualidade nas redações. Procure citar a voz de autores, demonstrando, no caso, a marca de alusões. Faça o corretor perceber que você acessa determinado conhecimento;
3ª) Tenha noção genérica de atualidades. Esteja preparado para qualquer tema que apareça na prova e saiba articulá-lo com o que aprendeu durante o ano.


Estratégias pontuais para formular o texto


“Sempre uso a técnica do „texto relacional‟. Ou seja, começo pelo título (aquilo que será defendido: tese), usando uma frase curta que estimule a vontade de ler. A seguir, vou interligando todo o texto: a introdução e seu desenvolvimento. Depois conecto a conclusão com a introdução, formando um efeito-relação”.

  • Introdução: “Sempre apresento uma retomada do tema via história. Retomada essa em que exponho ali algum acontecimento que tenha a ver com o assunto. Com isso, eu já insiro minha leitura indo além da coletânea”.
  • Desenvolvimento: “Em argumentos, faço uso de intertextualidades. Nesse passo, entram vozes como as de filosofia, sociologia, enfim, áreas de conhecimento. Ao longo das aulas, durante o ano, montei um arcabouço de pensamentos necessários para uso em contextos de redação; claro, carregava-os comigo para ir memorizando. Penso ser uma excelente estratégia, pois pode deixar o texto próximo do leitor, persuadindo-o”.
  • Conclusão: “Esta é a parte em que é necessário haver atenção maior. Na conclusão, primeiramente, retomo a ideia inicial, que completa o efeito-relação. Para fazer a proposta de intervenção, obrigatória, é muito importante especificar bem os agentes (ações) que irão fazer (atuar) o quê: a sociedade, o governo, deve se aliar, em que deve investir, etc. Nunca fazendo uso de clichês”.

A redação vencedora


Abaixo segue o texto de Renata Cruvinel que obteve nota 10.000 no Pas/UnB, sobre o tema "A imaginação criou o mundo?” Trata-se, em verdade, do texto-rascunho; a versão final foi entregue para avaliação. Lá, sim, encontra-se formulado o elemento título.


Desde a Antiguidade, o ser humano faz questionamentos sobre sua própria existência e busca compreender como o mundo foi originado. Todavia, com o avanço da tecnologia, o papel do homem como ser pensante tem sido desvalorizado em detrimento da ação de máquinas, que nada mais são do que frutos de capacidades intrínsecas à mente humana. Nesse contexto, defende-se que a imaginação representou um ponto de partida para a criação do mundo.


Segundo o dicionário Houaiss, imaginação pode ser definida como a capacidade que o ser humano possui de criar através da associação de ideias. Isso quer dizer que todas as teorias, descobertas e a própria ciência só foram possíveis a partir da racionalidade do homem, que o permitiu imaginar e, portanto, chegar a conclusões específicas. Desse modo, essa habilidade propiciou a percepção de mundo que a humanidade possui hoje.

Além dissso, a imaginação pode ser entendida como ampla, uma vez que não apresenta limites de espaço e tempo, podendo ser rodeada daquilo que é chamado de ficção. A ciência, por outro lado, não tem essa característica, todas as suas ideias são fundamentadas pela observação ou pela experiência, sendo por si mesma limitada. Assim sendo, a ciência é um instrumento da imaginação.

Em vista do exposto, reafirma-se que o ato de imaginar, capacidade que diferencia o ser humano de outros seres, é que permitiu que o mundo fosse criado e compreendido. Esses fatores se devem a possibilidade dada pela racionalidade de transformar uma ideia inata em uma conclusão científica. Além disso, o fato de não haver limites para a imaginação permite que ela exista independente da experimentação e observação,fazendo com que a ciência seja somente uma ferramenta para as habilidades apresentadas pela mente humana.

Fica aqui o nosso agradecimento ao corpo docente do IFTM - Campus Paracatu - MG.
Atenciosamente, Márcia Carvalho - Pedagoga



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