Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página inicial > IFTM Campus Uberlândia Centro > Últimas Notícias > Alunos mobilizam Campus para denunciar violência e preconceito sofrido pela mulher na sociedade
Início do conteúdo da página
Notícias

Alunos mobilizam Campus para denunciar violência e preconceito sofrido pela mulher na sociedade

Performances foram culminância de trabalhos e se deram em função do Dia Internacional da Mulher

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 08/03/2018 às 00:00
  • Última modificação 08/03/2018 às 12:58
Trabalhos buscavam evidenciar os preconceitos sofridos pela mulher na sociedade
Trabalhos buscavam evidenciar os preconceitos sofridos pela mulher na sociedade
Crédito: Guilherme Brasil

Neste dia 08 de março, o Campus Uberlândia Centro do IFTM parou para assistir a apresentações organizadas pelos estudantes em função do Dia Internacional da Mulher. Com estratégias variadas para chamar atenção dos demais colegas, alunos do curso superior de Tecnologia em Marketing, além dos alunos dos cursos técnicos de Computação Gráfica e Administração, buscaram desenvolver performances que denunciavam a violência vivida pelas mulheres, além do papel da mulher na sociedade atual.
Entre os trabalhos apresentados houve dramatizações, caracterização de personagens literárias, cartazes criados pelos estudantes, mensagens em murais, e até uma sala temática dedicada a falar sobre a história do Dia Internacional da Mulher e sobre estatísticas sobre mulheres na sociedade. Todas as apresentações foram breves, no intervalo das aulas do turno da manhã, e a proposta era interferir na rotina para provocar reflexões.

Confira algum de fotos no Facebook

Uma intervenção que chamou bastante a atenção foi feita por alunos do curso de Marketing. Duas mulheres caminharam pelos corredores do Campus, enquanto seus colegas tinham liberdade para fazê-las provarem pulseiras, brincos, chapéus, blusas, maquiagem, enquanto elas caminhavam praticamente inertes. O objetivo era mostrar como, muitas vezes, é a sociedade que dita o que as mulheres devem ou não fazer.

“As pessoas interferem na forma como andamos, pensamos, falamos e nós queríamos mostrar isso. Na performance, as pessoas consertavam nossa imagem do jeito que queriam, para se sentirem mais confortáveis, a mulher era como um mero manequim”, conta a estudante Letícia de Oliveira Pacheco, do 5º período de marketing. A intervenção foi uma releitura da proposta da artista sérvia Marina Abramovic, de 1976, quando a artista colocou 72 itens sobre uma mesa e ficou por seis horas na Galleria Studio Morra, de Nápoles, à disposição do público para que fizesse o que quisesse com ela, sem resistência. Um espectador chegou a colocar a arma na mão da artista e apontá-la para seu pescoço.

Outro momento chamativo foi quando estudantes simularam uma discussão agressiva entre homem e mulher em plena cantina do Campus. Após a dramatização, outros alunos levantaram cartazes que apontavam estatísticas de violência contra a mulher. Flávio Pinheiro Rodrigues, do 1º período de Marketing, fala sobre a necessidade de denunciar agressores. “Nosso objetivo foi conscientizar as pessoas de que ainda existe muita agressão da mulher e que as pessoas precisam denunciar para proteger quem está sofrendo esse tipo de abuso”, afirma.

O trabalho foi coordenado pelas professoras Gyzely Lima e Karina Estela Costa, além de alunas do Campus. “O objetivo foi apresentar o resultado das pesquisas e reflexões que fizemos nas aulas, nas quais o nosso foco foi analisar como as mulheres têm sido representadas enquanto contexto histórico. A ideia era que os resultados viessem à tona para de forma a provocar o ‘leitor’ a refletir sobre si mesmo, sobre seu próprio contexto enquanto profissional mulher ou que se relaciona com uma mulher”, afirma Gyzely.

Pesquisas sobre mulheres

Karina Estela Costa, uma das coordenadoras, trouxe para a montagem desse momento a experiência de seus trabalhos de pesquisa. Ela atua em duas linhas de pesquisa: a representação da mulher nos contos de fadas e a representação do corpo da mulher na mídia. Segundo ela, esse tipo de performance colabora para conscientização dos alunos sobre o papel da mulher na sociedade.

“A mulher ainda é muito representada como objeto, como alguém que está ali para servir e tudo que se contrapõe a isso é tido como ‘mimimi’.  Acredito que, a partir dessas discussões e trabalhos, os alunos saem daqui com uma consciência muito maior. Embora saibamos que não atingimos a todos, creio que a maioria consegue ter uma consciência muito maior dessas desigualdades”, afirma. 


Anexos


Assunto(s):
Fim do conteúdo da página