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Roda de conversa sobre a luta das mulheres marca as comemorações do dia no campus Uberaba

A atividade foi direcionada às alunas dos cursos técnicos

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 10/03/2018 às 10:20
  • Última modificação 12/03/2018 às 10:21
Participantes da roda de conversa
Participantes da roda de conversa
Crédito: Setor de Comunicação Social

No dia 08 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Coordenação de Apoio Pedagógico do campus Uberaba organizou uma roda de conversa para as alunas de todos os cursos da instituição.

Intitulada “A luta das mulheres muda a escola, muda o mundo. Vamos Juntas!” a roda de conversa contou com a presença da coordenadora de relações internacionais do IFTM, Juliana Vilela Alves Pacheco; da professora de artes do campus, Marvile Palis Costa Oliveira; da técnica em assuntos educacionais, Maria José Diógenes Vieira Marques e de Iolanda Silva Barbosa, membro do movimento nacional de juventude “Juntos!”. A aluna egressa do curso técnico em Agropecuária, Maria Eduarda de Paula Carvalho também participou da roda, já o professor Antenor Roberto Pedroso, coordenador do curso técnico em Administração falou sobre as mulheres no mercado de trabalho.

A Coordenadora de Apoio Pedagógico, Patrícia Campos Pereira, abriu o evento parabenizando a todas pelo seu dia e mencionando a satisfação em realizar esse momento solicitado por estudantes em 2017. Posteriormente, passou a palavra para diretora de ensino, pesquisa e extensão Danielle Freire Paoloni que deu boas-vindas aos participantes com a leitura de uma poesia em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.

Iolanda Silva foi a primeira a falar: "hoje o 8 de março não é só uma data para homenagens, mas um dia de luta por mais direitos e contra o machismo. Nunca as ideias feministas tiveram tanto espaço, inclusive entre as meninas, que lutam contra o machismo e o assédio dentro de suas escolas. Lutamos por todas nós, juntas".

Maria prosseguiu: "surgiu, neste 8 de março, um movimento, nesse espaço aberto pelo campus Uberaba, para aprofundar os conhecimentos sobre a educação da mulher e refletir sobre o outro, independente de quem seja, romper com o silêncio social e se fazer ouvir, são essenciais para construir uma educação participativa que respeita todas as pessoas. Essa manifestação das alunas é fundamental, precisa continuar apresentando boas práticas e relatando ações que não devem ser toleradas. O movimento organizado possibilita que seja criada uma rede de proteção na escola e no contexto social comunitário a fim de auxiliar no acolhimento às mulheres que precisam ser ouvidas. Não se cale, não se silencie"

Maria Eduarda, egressa da instituição, disse: “estou muito feliz com a realização deste momento de discussão e espero que vocês não deixem passar as coisas que, eu tenho certeza que vocês enfrentam e, que eu também já enfrentei quando aluna. Espero que vocês alunas, principalmente as ingressantes, cobrem uma postura mais séria da escola em relação ao assédio e discriminação que vocês sofrem por serem mulheres e na maioria das vezes não são ouvidas, em busca de um ambiente escolar mais respeitoso.”

Juliana contou sobre suas experiências pelo mundo. Ela fez 04 intercâmbios e morou em lugares de cultura muito machista como a Colômbia e a Ucrânia, este último com o maior índice de estupros do mundo. Ela relatou o preconceito e discriminação que ela como mulher sofreu nesses lugares, não só por ser mulher, mas por ser latina.

Marvile Palis finalizou a roda dizendo “esse evento proporcionou espaço para o debate e para a reflexão de temas que envolvem o universo da mulher e seus possíveis mecanismos de fortalecimento. Conhecer a trajetória, as histórias e experiências de vida tratadas nas falas, me fez perceber que precisamos de mais momentos como este no campus”.

Antes do encerramento da roda de conversas, foi aberto um momento para perguntas e depoimentos das alunas. Muitas relataram experiências próprias de discriminação e denunciaram alguns casos vivenciados.

“Participaram da roda, aproximadamente 100 alunas do campus. As falas de todas da roda foram muito pertinentes e serviram de alerta a todas as alunas em busca dos seus direitos e contra qualquer tipo de violência e discriminação à mulher”, finalizou Patrícia Campos.



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