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Projeto de corridas do IFTM trabalha a diversidade e leva atletas com deficiência para corrida de rua

Circuito de Corridas Caixa, de 19 de maio, terá pelotão com atletas com deficiência, além de jovens atletas estudantes

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 17/05/2018 às 00:00
  • Última modificação 17/05/2018 às 15:19
Projeto de extensão do IFTM Campus Avançado Campina Verde incentiva a prática da corrida entre os estudantes
Projeto de extensão do IFTM Campus Avançado Campina Verde incentiva a prática da corrida entre os estudantes
Crédito: IFTM Campus Avançado Campina Verde

No dia 19 de maio, a partir das 19 horas, centenas de corredores uberlandenses estarão nas ruas para participar do Circuito de Corridas Caixa, no Parque do Sabiá. Largando na frente desses corredores estará um pelotão de 19 atletas com deficiência, que vão mostrar que o esporte pode ser acessível para quem quiser. A maioria desses atletas são estudantes do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) e alguns deles vão participar pela primeira vez de uma corrida de rua.

A ideia de levar estudantes com deficiência para a corrida surgiu de um projeto de corrida desenvolvido no IFTM Campus Avançado Campina Verde. Sob a coordenação do professor de Informática, Firmiano Alexandre dos Reis Silva, o projeto de extensão “IFTM Corrida de rua: sangue jovem no esporte” busca incentivar a prática da corrida entre os estudantes e oferece treinos ao longo da semana para preparação dos participantes.

O projeto começou em 2017 voltado para os alunos, mas despertou tanto interesse que hoje conta com a participação de pais, servidores e outros interessados da comunidade externa do IFTM. Tanto que, no Circuito Caixa, mais de 20 integrantes do projeto estão inscritos para correr. Como o projeto sempre foi democrático, Firmiano quis integrar também jovens com deficiência e pediu ajuda de Karolina Cordeiro, que desde 2012 participa de corridas com seu filho Pedro. Pedro tem uma deficiência rara e usa cadeira de rodas para as corridas com a mãe e virou incentivo para os alunos de Firmiano.

“Um dos alunos que vamos levar é o Paulo (de Tarso Freitas Santos). Ele é cadeirante e sempre acompanhou os nossos treinos e as atividades esportivas do campus. Entrei em contato com algumas pessoas e estamos usando peças usadas de bicicletas para adaptar a cadeira dele para a corrida. Será a primeira vez que ele vai participar de uma corrida de rua conosco”, explica Firmiano.

No total, o IFTM contará com a participação de 32 corredores, de quatro campi: Uberlândia Centro, Uberlândia, Uberaba e Avançado Campina Verde. Desses, 10 são pessoas com deficiência, incluindo alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Campina Verde.

 

IFTM Corrida de rua

 

A participação no Circuito de Corridas Caixa é apenas uma mostra do que vem sendo desenvolvido por meio do projeto "IFTM Corrida de rua: sangue jovem no esporte". Criado em 2017, sob a coordenação do professor Firmiano, o projeto levou a rotina de treinos e corridas para o cotidiano de alunos, servidores e familiares. Os treinamentos acontecem de três a quatro vezes na semana, nas ruas de Campina Verde, e os participantes já participaram de cerca de dez provas até hoje, incluindo corridas em Uberlândia e Araxá.

Mais do que uma atividade esportiva, contudo, o projeto é valorizado pela sua importância social, educativa e também pela capacidade de gerar parcerias. Por meio do projeto, Firmiano conseguiu doações de material esportivo para os participantes mais carentes, desenvolve palestras nas escolas da cidade nas quais fala sobre temas como bullying e cooperação, além de firmar parcerias para o crescimento da ação.

Atualmente, por exemplo, o projeto conta com o apoio da Prefeitura de Campina Verde, que cede dois educadores físicos para acompanhar os treinos e corridas. Além disso, o professor conseguiu parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e com um médico para fazer as avaliações físicas e médicas dos corredores.

“O projeto começou pequeno, com apenas três voluntários, mas aconteceu um fenômeno ‘Forrest Gump’ na cidade. De repente, começaram a aparecer pessoas de tudo quanto é lugar para participar. Hoje temos alunos, servidores, pais e até avós que acompanham, dando um total de 30 participantes. Conseguimos pódios em várias provas de rua e nos destacamos nos Jogos dos Institutos Federais (JIF) no ano passado, mas o mais importante são os aspectos social e educativo do projeto”, avalia Firmiano.



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