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Estudantes do IFTM dão exemplo de inclusão no Circuito de Corridas Caixa e mostram que o esporte é para todos

Grupo formado por atletas com e sem deficiência correu junto em prova de rua realizada em 19 de maio, em Uberlândia

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 21/05/2018 às 00:00
  • Última modificação 24/05/2018 às 08:18
Estudantes do IFTM dão exemplo de inclusão no Circuito de Corridas Caixa
Estudantes do IFTM dão exemplo de inclusão no Circuito de Corridas Caixa
Crédito: Guilherme Brasil - IFTM Campus Uberlândia Centro

Nem a chuva, nem o frio conseguiram afetar os ânimos dos estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) no sábado (19/05), durante a realização de uma etapa do Circuito de Corridas Caixa, em Uberlândia. Cerca de 30 alunos, de diversos campi do Instituto, fizeram questão de marcar presença na prova para dar o exemplo de que a inclusão é possível no esporte. A maioria dos corredores que integraram o pelotão do IFTM durante a corrida era formada por atletas com deficiência, muitos dos quais jamais haviam participado de uma corrida em toda a vida.

O exemplo mais emblemático da participação do IFTM no Circuito Caixa foi Paulo de Tarso Freitas Santos, de 26 anos, estudante do Campus Campina Verde. Cadeirante, ele sempre gostou de assistir aos treinos de futebol no campus, mas não conseguiu ser mais do que espectador. No último sábado, contudo, ele percorreu os cinco quilômetros do trajeto ao lado dos demais colegas e ficou com vontade de “quero mais”.

“Foi muito bom participar da prova. Eu nunca tinha participado de uma corrida e a experiência foi ótima. Estou ansioso para as próximas. Foi ótimo sair de casa e fazer alguma coisa útil”, explica Paulo, que contou com a ajuda do colega Walisson Souza Borges, de 18 anos, para empurrar sua cadeira ao longo do percurso.

Para que Paulo pudesse fazer sua estreia nas pistas de corrida, sua cadeira teve que ser adaptada. Peças de bicicletas velhas foram usadas para transformar a cadeira em um triciclo, que dá mais estabilidade no percurso da corrida. Para Walisson, que acompanhou Paulo durante o percurso, a experiência de correr com o colega foi especial. “Foi uma experiência muito emocionante. A gente saber que pode ajudar alguém que tem vontade de praticar esportes é algo muito legal”, afirma.

 

Esporte inclusivo

A ideia de levar alunos com deficiência para a prova surgiu a partir de um projeto do professor de informática e coordenador do projeto, Firmiano Alexandre dos Reis Silva, do IFTM Campus Campina Verde. Ele desenvolve no campus o projeto “IFTM Corrida de rua: sangue jovem no esporte”, a partir do qual estudantes, servidores e familiares se preparam e praticam corrida ao longo da semana. No dia a dia, o projeto conta com um público diverso, mas o professor quis ampliar ainda mais as possibilidades e resolveu convidar alunos com deficiência, pela primeira vez, para participar de uma prova.

“Nós corremos juntos durante todo o percurso. Foram mais de 30 atletas, sendo cerca de 20 com deficiência. O grupo é fantástico e a galera entendeu o espírito da corrida que é cooperação, inclusão e participação. Essa é a nossa maior vitória. Vamos iniciar, a partir daqui, um movimento para facilitar o esporte para pessoas com deficiência dentro do Instituto”, afirma Firmiano.

Para participar da prova, Firmiano contou com parceria da organização do evento, que cedeu as inscrições gratuitamente aos atletas do IFTM. Uma das inspirações do projeto foi a uberlandense Karolina Cordeiro, que desde 2012 participa de corridas de rua empurrando a cadeira de rodas de seu filho Pedro, que tem uma deficiência rara. Embora já tenha participado de dezenas de provas em todo Brasil, Karol conta que a experiência do último sábado foi especial, pois ela e Pedro correram ao lado de vários atletas deficientes.

“Essa corrida é um marco, porque significa que abre portas para outras corridas na região e no Brasil para pessoas com deficiência. Essas pessoas gostam de correr e amam o esporte. Todo mundo se contagiou e foi muito emocionante ver todo mundo chegar junto, cantando. Para mim, esse momento significa vida, pois através do Pedro, nós somos multiplicadores de inclusão”, afirma Karol, que acompanhou o grupo do IFTM ao longo do trajeto.

 

Chegada com trilha sonora

 

Durante todo o trajeto de cinco quilômetros, os estudantes do IFTM e demais participantes do pelotão, com e sem deficiência, correram juntos. E o ânimo do grupo contagiou os demais participantes. Os integrantes do grupo cruzaram a linha de chegada cantando a música “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, e em várias partes do trajeto entoaram o grito de guerra do grupo de corrida: “Sangue Jovem”.

Idenilson Silva da Conceição é estudante surdo do IFTM Campus Uberaba e nunca tinha participado de uma prova. Ele conta que tinha vergonha de participar, mas se sentiu acolhido ao lado dos colegas do IFTM e pretende repetir a dose no futuro. “Foi minha primeira corrida. Eu gosto de correr, mas tinha vergonha de participar de provas. Gostei muito de participar dessa prova, que envolveu pessoas surdas, cadeirantes e outras pessoas com deficiência . Todo mundo correu junto, nunca se dispersou e foi muito legal. É só a primeira prova para mim, muitas outras virão”, afirma.



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