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IFTM Campus Uberaba promove Semana da Consciência Negra

Esta é a primeira atividade do Neabi da instituição

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 17/11/2016 às 17:10
  • Última modificação 17/11/2016 às 17:11
Apresentação de Luana da Silva Barbosa
Apresentação de Luana da Silva Barbosa "Gritaram-me negra"
Crédito: Cláudia Vicente

 

O IFTM Campus Uberaba está promovendo até amanhã, 18 de novembro, a 1ª Semana da Consciência Negra, um evento organizado pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (Neabi) cujos objetivos são a identificação e o conhecimento da cultura afro no Brasil; recuperação da memória histórica e; valorização da raça; levantamento dos aspectos históricos e a valorização do patrimônio sociocultural.

As atividades da 1ª Semana tiveram início ontem, 16 de outubro, com a apresentação teatral “A captura do negro”.  No primeiro ato, os alunos do campus Uberaba realizaram uma encenação de busca e captura de escravos que “invadiu” as salas de aula. No segundo momento, os participantes foram direcionados ao auditório para assistirem a finalização da peça com a declamação do poema “Gritaram-me negra” de autoria de Victória Santa Cruz, pela aluna do curso técnico em Administração Mônica Dias.

Além da peça, após o almoço houve o desfile “Beleza Negra” com a participação de estudantes do campus. À noite, aconteceu apresentação de capoeira e a palestra “As matrizes africanas e o patrimônio cultural imaterial”, ministrada pelo técnico em arquivo do campus Uberaba, Juno Alexandre Vieira Carneiro ministrou a palestra.

Dando continuidade à Semana, na tarde de hoje, 17 de novembro, o poema “Gritaram-me negra” foi recitado por Luana da Silva Barbosa, da Licenciatura em Ciências Biológicas. Em seguida, o professor Renant Araújo Morais ministrou a palestra “Ser escravo no Brasil” que tratou de temas como o tráfico negreiro; a importância do escravo para o Brasil Império; formação e funcionamento da sociedade, entre outros.

Durante a fala de Renant, podemos destacar três pontos interessantes, o primeiro deles é que os escravos tinham direito apenas a “3 Ps”: pão para saciar a fome; pano para cobrir o corpo e “pau” para apanhar; o segundo deles diz respeito à forma como o trabalho era visto na época da escravidão. Neste período, período era desvalorizado e tinha significado pejorativo, sendo destinado apenas aos negros escravos, o ócio era tido como status; o terceiro ponto diz respeito à violência sofrida pelas mulheres jovens e negras obrigadas à prostituição por seus “senhores” e “sinhás”.

O encerramento da 1ª Semana da Consciência Negra acontece amanhã, 18, com as mesas-redondas: “As matrizes africanas e patrimônio cultural imaterial” com Juno Alexandre Vieira Carneiro; “Cultura negra” com o professor Antônio Carlos Marques, presidente da Fundação Cultural; “Raça” com a professora Jaine Basílio da UFTM e “Gênero” com Maria das Graças Assunção do Carmo, professora do campus Uberaba.

Os organizadores também preparam declamação do poema o “Estatuto do Homem”; rodas de capoeira; dança afro.

As atividades terão início às 13 horas, no auditório do campus Uberaba.



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